Lavagem de capitais: a prática das organizações criminosas e os danos provocados na economia
 

Isabella Gontijo Teixeira

Na atualidade, dois grandes vetores da criminalidade moderna podem ser visualizados: os crimes organizados e os crimes econômicos. Ambos possuem modalidades inconfundíveis, mas, igualmente, é indubitável a existência de pontos de interseção entre estes, e o crime de lavagem de capitais permeia essas modalidades. O delito da lavagem é variante de banditismo que transita pelas demais expressões da criminalidade moderna devido ao seu caráter acessório e parasitário. Os fenômenos do crime organizado e da reciclagem de bens, direitos e valores possuem formato e estrutura imbricadamente ligados. As espécies do crime organizado nutrem e sustentam os crimes de lavagem, provocando repercussões socioeconômicas muitas vezes transnacionais. Outrossim, o branqueamento de capitais é responsável pelo financiamento das grandes estruturas delitivas, pela manutenção de suas relações internacionais e pelo fortalecimento das redes de corrupção dos crimes organizados. Apesar de ser um fenômeno antigo, o branqueamento de capitais se intensificou ainda mais com o processo de globalização, bem como com o desenvolvimento e aperfeiçoamento da Internet e das redes de comunicações. As técnicas utilizadas para a prática do crime têm evoluído muito rapidamente, adaptando-se, de modo contínuo, à liberalização e à desregulamentação dos mercados.

 

Isabella Gontijo Teixeira é graduada em Direito. Atuando como advogada, atualmente é pós-graduanda em Direito Público e em Direito Administrativo.

ISBN: 978-85-5696-121-1

Nº de pág.: 120

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