
Princípios psicanalíticos de infâncias e adolescências
Organizadores
Cirlana Rodrigues de Souza
Estanislau Alves da Silva Filho
Germano Almeida Faria Fortunato Pereira
Precipícios psicanalíticos, de inícios e entremeios – seria já mais um volume desde infâncias e adolescentes. Volume sonoro, cabe explicitar, mais massa, ruído e barulho sobre esse território em infindável disputa: quem não gostaria de exercer o poder (considerando-se aqueles a quem interessa qualquer poder) sobre o futuro (o futuro são as crianças). Poder de controle, determinação e corrupção: desvio é querer unificar o polimorfo, o pluridentitário, o desacordo e o desarranjo (dupla pra lá de sertaneja). Haveria as tarefas da infância, as tarefas da adolescência, contrapostas a contrapelo às conquistas da adultice e da velhice? Envelhecimento, passação do tempo e do pano – se é jovem, é porque é jovem demais, e se é velho, idem, só que ao avesso. Mas há mais, tanto mais, e daí por onde juntar um empenho, um intento de volta e troca sobre o tema, uma forma mesmo de estabelecer uma conversa, pública, pois que isso importa. Importa pensar em aberto e abertura, com consequências ‘abduzíveis’, pelas quais se se possa responder. Por mais preliminar que seja, por mais inicial e infantil, há que dar o tom, o volume da fala, da voz, para quem puder e quiser, para quem precisar e: precisamos! ‘Ser incapaz de falar’, ‘aqueles que não falam’, que são falados, por tantos outros, tantas outrem [essa expressão também usada para se referir a alguém que não faz parte da conversa]; ‘libertar a infância de sua condição de repressão’, da criança em cada qual, ‘condição à qual é mantida pela civilização (por todas as civilizações)’, e só assim teríamos ‘uma verdadeira revolução humana’; para menos adolescentes e mais viventes: é o que se poderia ensejar, como conjunto.





