
A gênese do significado: elementos para uma introdução à filosofia hegeliana
Diogo Ferrer
Diogo Ferrer nos permite descobrir que em Hegel, o pensamento (e o pensar) se revela como “onto-lógico”, ao mesmo tempo que a lógica se revela como uma teoria do ser. Tudo isso muito longe dos jargões que fabricam um Hegel unilateral e perdido em uma névoa de logicismo abstrato e linguagem intragável, como desabafou Gadamer em seu Hegel’s Dialetic: five hermeneutical studies, ao dizer que “A dialética de Hegel é uma fonte contínua de irritação”. Sem perder de vista o contexto histórico no qual viveu o nosso filósofo de Stuttgart, e sem ficar devendo absolutamente nada para obras de vulto como o Hegel: a biography, do Terry Pinkard, o Hegel de Diogo Ferrer nos brinda à altura dos versos de Schiller com os quais o próprio autor encerra a sua Fenomenologia do Espírito, transcritos logo após declarar que “a efetividade, a verdade e a certeza do seu trono, sem o qual o espírito seria a solidão sem vida; somente do cálice desse reino dos espíritos / espuma até ele sua infinitude”.





