
Entre Ser e tempo: angústia, tempo e morte em Martin Heidegger
Natan Fantin
O que revela a angústia sobre o ser humano? Em que medida a finitude molda o modo como existimos e filosofamos? É em torno dessas perguntas que Entre Ser e Tempo constrói sua investigação.
Natan Fantin percorre, com rigor filológico e densidade conceitual, os caminhos existenciais traçados por Martin Heidegger em Ser e Tempo. A partir de uma leitura fenomenológica da obra, o autor examina a angústia (Angst) não como um estado emocional passageiro, mas como a disposição afetiva fundamental que desvela ao ser-aí (Dasein) sua condição mais própria: a de um ente temporal e finito, projetado sempre em direção à morte.
Organizado em três capítulos — Morte, Temporalidade e Angústia —, o livro acompanha o movimento do pensamento heideggeriano: da morte imprópria, vivida na cotidianidade do impessoal, à antecipação resoluta da morte própria; da temporalidade originária e suas ekstases às tonalidades afetivas que situam o ser-aí no mundo; da angústia como ruptura e desorientação à sua dimensão libertadora e filosófica.
O texto se distingue pelo compromisso com o original alemão, pelo diálogo com comentadores contemporâneos e por resistir à tentação de psicologizar o que é, em Heidegger, estritamente ontológico. Angustiar-se, aqui, é um modo de filosofar.





