
Febrap 50 anos: entre territórios, memórias e transformações
Organizadores
Adelsa Cunha
Gabriela Vidal
Luiza Barros
Paulo Bareicha
Há cerca de 50 anos nascia a Federação Brasileira de Psicodrama. A memória de alguns daqueles que viveram o movimento psicodramático e o trouxeram até o século XXI nos remete a histórias jamais encontradas em qualquer outro lugar. São relatos que constroem narrativa e procuram responder às indagações fundamentais: “quem sobreviverá?” e “como chegamos até aqui?”. O início ocorreu em um momento delicado da sociedade brasileira, permeado por imperativos sociais de liberdade, cooperação e integração, que parecem transcender gerações e permanecem, até hoje, como desafios. Uma luta que também envolveu o movimento psicodramático, expandindo-se pelo Brasil com criatividade, espontaneidade, perseverança, persistência, competência e resiliência. As lutas sociais trouxeram ao novo século horizontes relacionais que nos fizeram perceber identidades que se sobrepõem no cotidiano — de classe, de gênero, de raça — e, com isso, a necessidade de um letramento interseccional para a luta contra as violências estruturais e para a promoção da sobrevivência, da existência plena e da cura coletiva. Na pandemia, juntos ultrapassamos a imobilizadora ideia de uma instável conexão à distância e a transformamos em encontro. No auge do problema, realizamos um Congresso. Essa é a poética que move este livro: compreender como sobrevivemos, cada um com seu sotaque, suas peculiaridades e suas necessidades próprias, mas também com a pluralidade do psicodrama que nos une. Memória, história e futuro convergem neste livro, oferecendo ao leitor a utopia de um psicodrama para todas as existências. Somos todos FEBRAP.
Paulo Bareicha





