
Entre a miséria e o sol: niilismo e absurdo em O estrangeiro, de Albert Camus
Caio Raphael Passamani Simões Silva
O absurdo de Albert Camus fundamenta o ensaio O Mito de Sísifo e o romance O Estrangeiro – célebre romance do autor franco-argelino. Nele, o anti-herói Meursault, acometido pelo sentimento de absurdo, entrega-se a uma vida de sensações diante de elementos naturais como o sol e o mar. Vive uma vida em que tudo se iguala – os valores sociais de seu tempo lhe são inócuos. Já o niilismo, ausência de ancoradouros providenciais para ordenar o caos e a contingência no mundo, detém importância ímpar na filosofia de Friedrich Nietzsche e, além disso, parece dialogar com o romance em questão. Nesse viés, esta obra busca realizar uma releitura de O Estrangeiro à luz das reflexões camusianas sobre o absurdo e das considerações nietzschianas acerca do niilismo, no encalço de uma possível relação entre niilismo e absurdo.





