
Representações, discursos e sacralidades
Organizadores
Renata Cristina de Sousa Nascimento
Simone Cristina Schmaltz de Rezende e Silva
Wemerson dos Santos Romualdo
No mundo antigo e medieval discursos e representações não apenas expressavam valores e crenças, mas constituíam mecanismos ativos de organização social e política. Ao investigá-los hoje, o historiador não busca apenas identificar ideias do passado, mas compreender os modos pelos quais essas ideias produziram realidades históricas concretas, moldando instituições, identidades e práticas ao longo de séculos. Em termos gerais, os capítulos que compõem esta obra, exigem dos historiadores atenção às condições de produção dos textos, às práticas de leitura e às formas de circulação do saber. A cultura manuscrita, a oralidade e os rituais públicos eram meios fundamentais de difusão simbólica. Assim, desvendar as fontes e suas intenções, implica analisar como imagens, narrativas e categorias conceituais estruturavam experiências coletivas, e consolidavam sistemas de poder. Os capítulos aqui presentes condensam temporalidades e fontes variadas, como crônicas, hagiografias, relatos de viagens, documentos administrativos, cartoriais, cinematográficos, entre outros.





