
A crise do Humano
Organizadora
Pollyana Ferrari
Desde novembro de 2022, com a chegada do ChatGPT, nunca se discutiu tanto as aplicabilidades das inteligências artificiais generativas (IAG) e a relação com o humano. No campo da literatura se pergunta: o livro foi escrito por humano ou IA? Nas relações interpessoais mais de 12 milhões de brasileiros já trocaram seus terapeutas por IAs. No avanço indiscriminado dos deepfakes, o olho humano já não diferencia o que é real do que é fake news. À medida que esses sistemas simulam com precisão capacidades tradicionalmente atribuídas ao ser humano — como a linguagem, a criatividade, a tomada de decisões e até mesmo manifestações afetivas —, observa-se um progressivo enfraquecimento da cognição humana, da ética e do pensamento crítico. Jorge Alberto Hidalgo Toledo vai nos dizer no Prefácio que a inteligência artificial já prevê qual conteúdo maximizará a atenção, quais narrativas mobilizarão indignação e quais gerarão apoio. A obra A crise do humano visa tensionar esta relação entre humanos e máquinas em prol da soberania cognitiva, preservando habilidades mentais para o humano não ser sugado pelas “pseudo-facilidades” do prompt.











