
Pensamento inquieto: estudos sobre a filosofia de Santo Agostinho
Ricardo Evangelista Brandão
Como seres transitórios, temos que, pelas forças das circunstâncias, alterar inúmeras vezes nossos planos para adequá-los às novas rotas que a vida nos possibilita ou determina. De maneira que, inquestionavelmente, podemos afirmar que somos seres historicamente situados. Aurélio Agostinho, em sua volumosa obra, demonstra que mesmo os filósofos, por mais geniais que sejam são homens de seu tempo que tentaram, na medida de suas possibilidades, dar respostas aos problemas de seu contexto histórico. A vida é dinâmica, e esse dinamismo conduziu Agostinho a refletir sobre inúmeros temas ao longo de sua vida, não exatamente para dar conta de assuntos típicos filosóficos organizados academicamente, mas para resolver intelectualmente questões nascidas de disputas de sua época. De forma que, sem ter a pretensão de se assemelhar aos filósofos clássicos, como eles, o hiponense refletiu sobre uma grande variedade de temas, que nesse opúsculo damos uma modesta amostra. Esse pequeno livro, que escolhemos como título: PENSAMENTO INQUIETO: estudos sobre a filosofia de Santo Agostinho, trata-se de uma coletânea de cinco estudos sobre temas diversos acerca das reflexões filosófico-teológicas de Santo Agostinho, que versam sobre: a antropologia, estética, política medieval, cosmologia e justiça.





