
Mundos sociais que nos habitam: coleção jovens escritoras periféricas
Organizadora
Ana Carolina Lemos
Apesar da reconhecida digital presente em cada traço, verso e história que foram sendo elaboradas durante os encontros da oficina, poderia dizer que existe uma sinopse coletiva habitando cada palavra escrita. Um escrito social sendo edificado a partir e com diferentes geografias periféricas. Fazendo das desigualdades um lugar de reconhecimento. As disposições sociais reconhecidas por cada experiência partilhada entre faltas e farturas de se dizer em palavra. Perspectivas e pensamentos sendo guiados por uma orientação a partir do social e na tradução via escrita. Um coro sendo escrito entre grafias tão singulares. A voz, o silêncio, os quintais, os muros, as paredes, os paralelepípedos, os sons, os acúmulos, os vazios, as avós, as tranças, as lágrimas, risos, a benção, memórias se fazendo em história. O feminino sendo ancorado em outros femininos jeitos de exercer travessias singulares. O que o projeto Jovens Escritoras Periféricas se fez revelar durante as oficinas foi o reconhecimento de um ofício: nós escrevemos. Porque escrever é um exercício de pertencimento, é um ato de cidadania individual e coletiva. Uma forma de falar dos Mundos sociais que nos habitam.











