
A igreja católica no Paraná (1924-1973): cavaleiros de uma nova cruzada
Névio de Campos
Este livro trata da igreja católica no Paraná em um período de aproximadamente 50 anos (1924-1973). Esta obra mergulha em estratégias de uma instituição milenar que por meio dos cavaleiros de uma nova cruzada almejava conectar a “cidade dos homens” à “cidade de Deus”, ou a “cidade de Deus” à “cidade dos homens”, ora condenando outras experiências e práticas religiosas (os chamados “inimigos externos”), ora condenando os próprios católicos sem convicção ou católicos apenas de nomes (os designados “inimigos internos”), ora condenando aqueles que se diziam neutros e indiferentes ao universo religioso. Ao mesmo tempo, os cavaleiros de uma nova cruzada se posicionavam como símbolos de “patriotas destemidos e cristãos militantes”, ou de “confidentes do criador, ministros do progresso e sacerdotes da verdade”. Eles aclamavam, “no Brasil só conhecemos uma religião, a católica”, a fim de condenar a presença do laicismo na vida pública e defender a conexão entre os valores da nação brasileira e os princípios desta religião. E proclamavam que “pouca ciência afasta de Deus, mas muita ciência aproxima Dele” para sustentar que a “austera disciplina do catolicismo” e uma “entidade cultural e educacional de grau superior e de diretrizes católicas” seriam plenamente capazes de garantir a “utilidade da ciência” e a “necessidade da religião” em mundo marcado pela “mediocridade, pela tristíssima mediocridade”.
