A flor de senzalas miúdas: escravidão e parentesco nos campos de Castro (1789-1836)

Páginas

283

ISBN 

978-65-5917-499-7

DOI 

10.22350/9786559174997

A flor de senzalas miúdas: escravidão e parentesco nos campos de Castro (1789-1836)

Vinícius Augusto Andrade de Assis

Ao longo do livro, encontram-se nuances da discussão que se estabeleceu em torno do tema da escravidão, uma análise dialógica com autores, hoje considerados “clássicos”, como os estudos de Gilberto Freyre, na década de 1930, e da historiografia marxista produzida posteriormente, a exemplo das obras de Florestan Fernandes e Octavio Ianni, atualmente autores pouco explorados pelas novas gerações. A despeito das análises do grupo marxista (conhecido como Escola Paulista de Sociologia) representar, em grande parte, a antítese conceitual – no que tange à miscigenação cultural e às relações benignas e adocicadas do sistema escravista –, presente na obra de Gilberto Freyre, o escravo continuava, na perspectiva dos autores mencionados, compreendido como coisa, mercadoria. O uso de uma vasta gama de documentos e manuscritos, aliado a uma metodologia refinada empregada na resolução das problemáticas históricas, são características que marcam a obra. Três séries documentais foram abordadas, além de outras tantas fontes, como relatos de viagens, legislação eclesiástica, inventários post-mortem, testamentos e periódicos. As duas primeiras séries referem-se aos registros de batismo e casamento da Paróquia de Sant’Ana de Castro de 1795 a 1836, fontes paroquiais pouco estudadas até o momento. As Listas Nominativas de Habitantes de Castro (1789 a 1828) constituem a terceiro conjunto de fontes, essas de caráter massivo e reiterativo. - Cláudia Eliane Parreiras Marques Martinez

A flor de senzalas miúdas: escravidão e parentesco nos campos de Castro (1789-1836)