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Josefina Álvares de Azevedo: uma filósofa feminista no Brasil oitocentista

Letícia Bello e Rafaela Vaccari

Como citar este verbete:

BELLO, Letícia; VACCARI, Rafaela, “Josefina Álvares de Azevedo: uma filósofa feminista no Brasil oitocentista” (última versão de janeiro de 2026), Enciclopédia da Filosofia Brasileira, editada pelo Grupo de Trabalho em Pensamento Filosófico Brasileiro. Disponível em <https://www.editorafi.org/enciclopedia-da-filosofia-brasileira> DOI https://dx.doi.org/10.22350/2023efb

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Josefina Álvares de Azevedo (5 de maio de 1851 – 2 de setembro de 1913) é comumente descrita como uma ativista, jornalista, escritora e professora que lutou pela emancipação da mulher. Contudo, salvo sua data de nascimento, as informações biográficas de Azevedo são, no geral, desconhecidas ou controversas. Pouco se sabe sobre sua criação, família, formação estudantil e de seu trabalho como professora. O mesmo não podemos falar, no entanto, de seu legado intelectual. Nas últimas décadas, o seu trabalho tem sido crescentemente revisitado no âmbito da literatura e jornalismo brasileiros. Não obstante esse engajamento com a produção de Azevedo, no presente verbete nós pretendemos apresentá-la, para além de todas as características elencadas acima, também enquanto uma filósofa feminista brasileira do séc. XIX.
Nascida em Recife (PE), mudou-se para São Paulo aos 26 anos de idade, local onde residiu por 12 anos e onde fundou o jornal A Família, em dezembro de 1888 (Freitas & Soares, 2021). Em 1889, mudou-se para o Rio de Janeiro, de onde seguiu trabalhando em suas reivindicações feministas no Jornal até o ano de 1898. Sobre a trajetória de vida de Azevedo, pouco se sabe – talvez por infeliz acaso ou, ainda, por deliberado esforço da própria autora. Durante muito tempo especulou-se se teria sido prima ou meia-irmã do poeta Manuel Antônio Álvares de Azevedo, sendo hoje consenso de que era prima. Sobre sua família nuclear, sabe-se que Azevedo teria deixado dois filhos homens, Alfredo Álvares de Azevedo e Moacyr Álvares de Azevedo e, ainda, uma irmã (Freitas & Soares, 2021). Sabe-se que, ao longo do ano de 1889, viajou por vários estados brasileiros fazendo palestras, divulgando seu jornal e propagando a campanha pelo sufrágio. Também é de conhecimento público que Azevedo atuava como professora, pois assim se autointitulava, embora não exista registro de onde lecionava. Dada a escassez de documentos públicos sobre a sua vida fora do Jornal, sobre seu círculo intelectual e suas afinidades pessoais, o presente verbete será composto de algumas especulações – devidamente indicadas enquanto tais – acerca de suas influências políticas e literárias, as quais possivelmente determinaram o teor de sua argumentação filosófica.
Azevedo tem a maior parte de sua obra escrita em formato de colunas de propagandas que foram publicadas no Jornal que era editora.

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