Educomunicação como tecnologia assistiva: caminhos à efetivação do direito à educação da pessoa com diversidade funcional no ensino superior

Bárbara Chiodini Axt Hoppe

A presente obra propõe dar visibilidade para uma nova potencialidade de acessibilidade ao ensino superior brasileiro das pessoas com diversidade funcional. Observada a lacuna existente nas normativas especializadas quando do desenvolvimento do problema de pesquisa: Quais os obstáculos e as perspectivas para a educomunicação como tecnologia assistiva, apresentando-se como mecanismo de instrumentalização para a efetivação do direito à educação, para além do acesso ao ensino superior e, sim, para inclusão, permanência, participação e aprendizagem inserida num sistema educativo realmente inclusivo? E, da testagem da hipótese: de que a práxis da educomunicação como possível tecnologia assistiva, visando acessibilidade, poderia potencializar a formação integral e o desenvolvimento social. Hipótese confirmada a nível teórico-conceitual e no âmbito dos objetivos estratégicos e institucionais, pois a efetivação do direito à educação em direitos humanos, perfectibilizado pela implantação de aprimoramento dos ecossistemas comunicativos dos espaços educacionais e dos sistemas educativos de gestão universitária, pela práxis da educomunicação como tecnologia assistiva, pode ser instrumentalizada a) como ajuda técnica para a educação, com foco de ação no indivíduo de tecnologia assistiva para comunicação e acesso à informação, bem como, b) de cultura de acessibilidade, com foco de ação nos indivíduos e na sociedade, pela conscientização e de planejamento de políticas públicas e institucionais para equiparação de oportunidades de acesso, permanência, participação e aprendizagem real. Perspectiva que se apresenta como possível após o levantamento de dados de duas frentes, utilizando uma abordagem de método misto, o projeto sequencial explanatório permitiu o levantamento i) de dados quantitativos secundários e primários, visando o entendimento geral da problemática e, ii) de dados qualitativos que pudessem refinar e explicar os resultados estatísticos descritivos apresentados no estudo de caso empírico representativo realizado com a população da Universidade Federal de Santa Maria/RS. Os dados quantitativos secundários foram uníssonos em evidenciar uma fragilidade no desenvolvimento de políticas públicas voltadas para as pessoas com diversidade funcional, mesmo que o Brasil esteja entre os países que mais incluem na América Latina, pois se verificou que garantir direitos no corpo normativo, como a universalização do acesso ao ensino superior é apenas o primeiro passo para a efetivação de uma educação realmente inclusiva. Principalmente na sociedade em rede posta, onde não se pode perder a possibilidade de se fazer ouvir e, agora fazer parte, do planejamento de ações e/ou políticas públicas para uma verdadeira inclusão social.

Nº de pág.: 143

ISBN: 978-65-87340-44-9

DOI: 10.22350/9786587340449

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