Reflexões sobre a representação do racismo no cinema brasileiro

Ana Crhistina Vanali; Celso Fernando Claro de Oliveira

A atual sociedade brasileira, longe de ser o oásis da democracia racial, apregoado por alguns teóricos, é território fértil para as mais diversas formas de desigualdade. Herdeira de uma escravidão criminosa e cruel, trata-se de uma sociedade na qual poucos se assumem racistas, porém muitos reconhecem atitudes racistas em seu entorno. Conhecer nossas raízes e repensar nossa realidade representam o único meio possível para a uma sociedade justa e igualitária. No material que temos em mão, os autores apresentam importante contribuição nesta direção. Através da arte cinematográfica e sua história, convidam a pensar a realidade nacional sob aspectos tradicionalmente desvalorizados no mundo acadêmico. Trata-se de um relevante e rico material de apoio aos professores e professoras que em sala de aula, implementam a necessária Lei Federal 10.639/2003, que versa sobre a obrigatoriedade do ensino da herança africana e indígena no Brasil. Desconsiderar o problema do racismo no Brasil é ser conivente. É permitir que a desigualdade se perpetue. Reconhecê-lo, conhecê-lo e discuti-lo constitui o primeiro passo rumo a uma sociedade livre! Parabéns a ambos pela coragem de enfrentar este desafio urgente e necessário em uma sociedade que “não se julga racista”.

Andrea Maila Voss Kominek

Professora Doutora de Filosofia da UTFPR-Curitiba

ISBN: 978-85-5696-410-6

Nº de pág.: 121

© 2019 por LUCAS MARGONI & WIX ENGINE.

Todos os livros publicados pela editora Fi

estão sob os direitos da Creative Commons 4.0