Espectros do Renascimento:
a obra cultural como figuração de uma época

Dagmar Manieri; Domingos Wilson P. da Costa

Espectros do Renascimento tem como objetivo a interpretação de cinco obras literárias de grande destaque da Renascença. Estamos tratando dos séculos XVI e XVII, fase em que a burguesia comercial surge como a nova classe social: ela irá revolucionar uma época. Mas tal classe tem pela frente um bloco histórico (na expressão de Gramsci) composto pela Igreja Católica e a classe aristocrática. Assim, essas obras sofrem a tensão da própria época, a transição do medievo para o moderno. Em primeiro lugar estuda-se a Utopia, de Thomas Morus: uma famosa utopia espacial e que consagrou o termo “utopia”, tão importante após o século XVIII. Sobre a loucura, apresentamos dois capítulos. No segundo (capítulo), O elogio da loucura, de Erasmo de Roterdã e, no último, a grande obra de Miguel de Cervantes, Dom Quixote. Finalmente, nos dois outros capítulos (terceiro e quarto) se estuda o tema da astúcia. O confronto entre William Shakespeare e Nicolau Maquiavel é produtivo, pois o tema da astúcia perpassa os escritos de ambos em Medida por medida e A mandrágora, respectivamente.

 

Nº de pág.: 236

ISBN: 978-65-5917-317-4

DOI: 10.22350/9786559173174