A angústia entre Kierkegaard e Heidegger: consonâncias e dissensões

Leosir Santin Massarollo Junior

A pesquisa assumiu por tema o conceito de angústia no pensamento de dois filósofos contemporâneos, Kierkegaard e Heidegger. O objetivo foi o de determinar que compreensão os pensadores têm do referido objeto; secundariamente, pretendeu-se estudo comparativo dessas compreensões, buscando estabelecer diferenças e semelhanças entre elas. Apoiando-se em duas das obras nas quais o tema enfocado comparece, trabalhou-se primordialmente com O conceito de angústia, obra do pensador dinamarquês, e Ser e Tempo, do alemão. A tarefa frente a essas obras foi a reconstrução do conceito de angústia em cada uma destas, de tal modo que tal noção, ao final, pudesse se expressar em seus traços mais insinuantes. A reconstrução foi elaborada de modo a considerar hermeneuticamente as visadas, as posições e as conceptualidades prévias dos dois filósofos. Desse modo, no caso de Kierkegaard, esteve em pauta sua metodologia psico-dogmática, isto é, os contextos bíblicos que servem como cenário para ilustração das ideias, como os de: “liberdade de escolha”, “pecado hereditário”, “Adão paradigmático”, “salto qualitativo”, “possibilidade”, “indivíduo”, “culpa” e, propriamente, o de “angústia”. Em se tratando de Heidegger, desde abordagem fenomenológico-existencial, noções como a de “ser-aí”, “ser-no-mundo”, “decadência”, “impessoalidade”, “tonalidades afetivas fundamentais”, “crise patética” e “propriedade” estiveram em pauta. Nos dois casos, buscamos enfocar interpretativamente o conceito em questão tendo em vista o cenário da existência. 

Nº de pág.: 180

ISBN: 978-65-5917-286-3

DOI: 10.22350/9786559172863