A atividade filosófica à luz do segundo Wittgenstein

Nara Miranda de Figueiredo

Este livro apresenta uma reflexão sobre sobre o papel da filosofia diante das afirmações de Wittgenstein de que problemas filosóficos são confusões conceituais. O trabalho sintetiza-se em três pontos principais. Primeiro, a desqualificação da visão de Gordon Baker sobre um dos papéis da filosofia ser uma terapia do sujeito. Esta desqualificação se dá tanto por meio de uma crítica ao que ele propõe quanto aos seus fundamentos textuais. Segundo, a explicitação da visão de Waismann, que contribui para a crítica a Baker e para o esclarecimento do que entendemos pelo papel da Filosofia nas Investigações Filosóficas. E, em terceiro lugar, a consideração da concepção de Hacker da filosofia como uma atividade de análise conceitual, que desemboca em nossa proposta de avaliação conceitual como uma constante e necessária atividade intelectual para evidenciar os limites do sentido, sem pretender verdades universais.

 

Nara Figueiredo é filósofa, atualmente pesquisadora do Centro de Lógica, Epistemologia e História da Ciência da Universidade Estadual de Campinas (CLE-Unicamp).  Possui graduação em Filosofia pela Unicamp, mestrado em Filosofia pela USP e doutorado em filosofia também pela USP. Seu foco de pesquisa atual é em Filosofia da Mente e da Linguagem. Tem trabalhado no desenvolvimento do Enativismo no que tange sua ontologia, sua concepção de linguagem, suas consequências para a epistemologia e também nas interações sociais de gênero sob uma perspectiva enativista. Participa de iniciativas para promover o trabalho de mulheres filósofas e para fomentar a pesquisa interdisciplinar e colaborativa.

Nº de pág.: 227

ISBN: 978-65-5917-282-5

DOI: 10.22350/9786559172825