Psicologia em cena: cinema, vida e subjetividade

Ana Fátima Aguiar; Paulo Sergio Rodrigues de Paula (Orgs.)

Quais caminhos aproximam ou separam a vida da arte? Qual a natureza dos sentimentos despertados quando nos apaixonamos por uma história ou personagem? Como explicar o impacto causado por uma música, escolhida especialmente para uma cena, entre tantas de uma trilha sonora? E o que justificaria aquele filme ter nos marcado tanto, arrancado suspiros, provocando lágrimas, gargalhadas ou então retorcendo o estômago só de lembrar? São muitos os motivos que nos fazem entender o quão tênue é a linha que separa o real do imaginário, o concreto do abstrato quando falamos de Psicologia e Cinema. Aqui, a palavra fantasia não pode ser aplicada simplesmente como sendo antônimo de realidade. Quando falamos de psiquismo, é imprescindível olharmos atentamente ao nosso mundo interno. Nossa realidade psíquica é quem mais diz sobre nós.  Nesse sentido, as identificações e projeções que emergem quando nos deparamos com um enredo, com características de personagens, com as sensações causadas por um figurino ou pelas lembranças e sentimentos acionados por uma sonoplastia, deflagram um universo infinito (e tantas vezes desconhecido) dentro de nós.

 

Nº de pág.: 288

ISBN: 978-65-5917-207-8

DOI: 10.22350/9786559172078