Trabalho, Sociologia Clínica e Ação: alternativas à individualização do sofrimento

Matheus Viana Braz

Diante do aumento da descartabilidade e da instabilidade profissional, intensificam-se as pressões, as exigências de desempenho e a competitividade em nossa sociedade. Quando surgem conflitos ou carga significativa de sofrimento nos espaços de trabalho, revelam-se hegemônicas dois tipos de respostas: indica-se a procura por médicos e/ou psicólogos, profissionais especialistas e encarregados de mitigar o sofrimento humano ou, mais comum em empresas, convocam-se consultores especializados em desenvolvimento organizacional, encarregados de gerenciar os conflitos para colocá-los a serviço da rentabilidade da organização. Embora cada uma dessas iniciativas seja relativamente efetiva e exitosa, em ambos os cenários se ocultam as origens dos conflitos. Individualiza-se toda sorte de sofrimento e se psicologizam problemas cujos determinantes são de natureza social ou institucional. Descarta-se que todo conflito psíquico tem em sua gênese um conflito social e que o mal-estar no trabalho tende a ser fruto de contradições estruturais não resolvidas pelas organizações de trabalho. No livro Trabalho, Sociologia Clínica e Ação: alternativas à individualização do sofrimento, o leitor poderá se aprofundar na construção de uma terceira via de ação, que o auxiliará a intervir no mundo do trabalho de forma sistêmica, mediante a análise das múltiplas faces dos conflitos que emergem nos grupos, compreendidas na articulação dialética de registros econômicos, sociais, institucionais e existenciais.

 

Matheus Viana Braz é professor na cadeira de Psicologia do Trabalho e das Organizações da Universidade do Estado de Minas Gerais (UEMG), unidade de Divinópolis. Professor do Programa de Pós-Graduação em Psicologia da Universidade Estadual de Maringá (UEM). Doutorado pelo Programa de Pós-Graduação em Psicologia da UNESP/FCLA. Mestrado na mesma instituição, com período sanduíche na Université Paris Diderot 7 (Laboratoire de Changement Social et Politique), França. Graduado em Psicologia pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (UNESP), Campus de Assis, com período sanduíche na Universidad de Santiago de Compostela, Espanha.  Coordenador do Laboratório de Trabalho, Saúde e Processos de Subjetivação (LATRAPS-UEMG). É autor do livro Paradoxos do Trabalho: as faces da insegurança, da performance e da competição (Appris, 2019).

 

Nº de pág.: 295

ISBN: 978-65-5917-119-4

DOI: 10.22350/9786559171194

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