A ética filosófica em Tomás de Aquino - 3ª Edição

Sávio Laet de Barros Campos

Já dizia Guimarães Rosa, conforme citado por Carlos Arthur em seu livro Um mestre no Ofício: Tomás de Aquino, “[...] o bonito é que as pessoas não estão acabadas, elas mudam”. No Prefácio à Segunda Edição afirmei que ela seria a última. Pois é, eu e a equipe da Fi mudamos de ideia. Verifiquei que ainda poderia ocupar-me deste trabalho sem que com isso o transformasse em outro. E dediquei-me com todo ardor, fibra e sobriedade a este projeto. O que defendo com toda honestidade intelectual é que não se pode, em filosofia, saltar, pular Tomás de Aquino. Ao dar o título à Dissertação de A Ética Filosófica em Tomás de Aquino, esta preposição “em” indica a minha intenção de estender o debate filosófico a Tomás, de dizer que ele é um autor que faz parte da nossa história intelectual, que a sua obra está inserida na tradição clássica das ideias e que o seu legado civilizatório não pode ser esquecido. Daí a razão de começar pelos gregos antes de chegar a Tomás, numa empreitada arriscada, pois podia me perder pelo caminho e só eu sei o quanto me custou percorrer este trajeto até o fim. Evidente que o Aquinate não é só um herdeiro dos antigos, senão que ancorado neles alcançou uma síntese pessoal, singular. Começa-se reconstruindo doutrinas ou ensinamentos que já se encontravam em seus antecessores, mas seguindo esta trilha de influências, de repente, rastreia-se algo exclusivo, algo ímpar. Longe de mim um “tomascentrismo”, mas Tomás não é somente um Doutor da Igreja, é também um Doutor do pensamento ocidental. Aliás, falando francamente, diria que a minha leitura de Tomás é leal aos textos, mas pouco dogmática e convencional.

Nº de pág.: 356

ISBN: 978-65-5917-064-7

DOI: 10.22350/9786559170647

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