A técnica como totalidade: a mitologia política de Ernst Jünger no entreguerras

Victor de Oliveira Pinto Coelho

O tema deste livro é o problema da técnica na obra de Ernst Jünger na época do entreguerras, especialmente os ensaios “A Mobilização Total” e O Trabalhador, do início da década de 1930, além dos dois diários de guerra do início dos anos 1920, Tempestades de aço e A guerra como experiência interior. A abordagem da obra jüngeriana tem um alargamento retrospectivo do marco temporal e um diálogo com o horizonte político e intelectual, destacando-se nomes como os de Carl Schmitt, Martin Heidegger, Oswald Spengler e Georg Simmel. Com o destaque da emergência da técnica como problema, a questão central a ser trabalhada é o da totalidade, tratada como “objeto” e também como categoria teórica. A totalidade se liga à crise de sentido decorrente dos chamados processos de modernização, crise que será dramatizada com a eclosão da Grande Guerra de 1914-1919 e que atinge os valores e instituições liberais. A totalização é perseguida seja no movimento neorromântico völkish, seja na mitologia nazista, seja na formulação jüngeriana da totalidade centrada na Gestalt do trabalhador e é distinta da totalidade ideal, como formulada na tradição da Bildung, pensada como mediação (cultura) entre a contingência histórica e a subjetividade.

Nº de pág.: 272

ISBN: 978-65-5917-033-3

DOI: 10.22350/9786559170333

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