Autoritarismo versus Anarquia: percepção destes construtos em gerenciamento de projetos

Italo Marinho Emidio de Barros

Uma das necessidades básicas dos seres humanos é a liberdade, pois realiza uma função importante de motivação em várias ações do processo social. É notável o aparecimento de algumas metodologias no âmbito do gerenciamento de projetos que enfatizam características como flexibilidade e autonomia, termos associados à noção de liberdade. Todavia, na abordagem tradicional de gerenciamento de projetos, essas características não são tão perceptíveis quanto nas metodologias mais inovadoras, que as destacam, uma vez que naquela abordagem a utilização de mecanismos estruturados dificulta a implementação de maior flexibilidade e autonomia. O objetivo central deste estudo é realizar uma análise sobre a incidência dos construtos autoritarismo e anarquia no gerenciamento de projetos tradicional a partir da avaliação comparada entre a relevância de determinadas atividades e o seu nível de liberdade, como percebidos por gestores de projetos. Essa incidência é avaliada através de um banco de dados gerado a partir da aplicação de um survey em uma empresa multinacional de grande porte, que rotineiramente utiliza o modelo de referência PMBOK do PMI (Project Management Institute) para gerenciamento de seus projetos, sendo seus gestores de projetos detentores de certificação PMP (Project Management Professional). Com essa pesquisa exploratória, espera-se contribuir para a melhoria do nível de entendimento e aperfeiçoamento dos métodos de gerenciamento de projetos no que se refere a importância das atividades gerenciais e o seu nível de liberdade de ação que, pela atual pesquisa, revelou uma grande discrepância entre o discurso da relevância estratégica versus o grau de flexibilidade e autonomia efetivamente percebido pelo gestor de projeto.

Nº de pág.: 171

ISBN: 978-65-5917-024-4

DOI: 10.22350/9786559170244

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