Intelectualidade coletiva negra:

memórias, educação e emancipação

Dagoberto José Fonseca; Bas´Ilele Malomalo;

Simone Loiola Ferreira (Orgs.)

Deste modo, as marcas-memória são códigos corporais, digitais, que temos no corpo, sendo impressões indivisíveis, individuais e intransferíveis que portamos, muitas vezes, de maneira externa, mas não só, posto que essas cicatrizes também estão presentes no universo psíquico e simbólico de todos os seres humanos, marcando sua história de vida. Como nos informa Kafka que as leis ganham vida no corpo dos prisioneiros via tatuagem; Clastres de que “um homem iniciado é um homem marcado ... A lei escrita sobre o corpo é uma lembrança inesquecível”; Fanon quando brada: “Oh! Corpo, faça de mim um homem que questione sempre”. As suas afirmações corroboram com o conceito que construímos, pois o corpo é uma marca-memória difusora de concepções políticas e constituidora de identidades.

Dagoberto José Fonseca

 

O livro trata de memórias negras numa perspectiva africana de se discursar sobre a História. A história africana dos/as mais velhos/as que nos antecederam e de nós, a intelectualidade negra contemporânea, que construímos a mesma história com paixão, resistência e criatividade, confrontando o racismo, o machismo e todas as formas de opressão.

Bas´Ilele Malomalo

Simone Loiola Ferreira Fonseca

ISBN: 978-85-5696-268-3

Nº de pág.: 285

© 2019 por LUCAS MARGONI & WIX ENGINE.

Todos os livros publicados pela editora Fi

estão sob os direitos da Creative Commons 4.0